(Vi)ver a vida


a vida que ninguém vê

Quando criei o Livro Leve Solto, há sete meses (publicações anteriores em http://livrolevesolto.tumblr.com), uma das obras que eu desejava ler era A vida que ninguém vê, de Eliane Brum. Pois bem… Agora que já saciei a vontade, escrevo sobre ela.

Trata-se de uma seleção de crônicas-reportagens escritas pela jornalista e publicadas no jornal gaúcho Zero Hora, em 1999. São histórias de pessoas comuns, da cidade ou do campo. No lugar das fontes óbvias, da matéria ancorada no lide, Eliane foi atrás dos pobres, falsos loucos, sonhadores, doentes… Gente que tinha o que contar, mas que, provavelmente, não receberia uma linha sequer no jornal de cada dia.

Como jornalista, a proposta em si já me atrai. Contudo, Eliane Brum, na maioria dos textos, consegue surpreender e tornar a leitura ainda mais prazerosa (ou dura, em determinadas histórias). Há, é claro, as reportagens em que Eliane não acerta a mão da mesma forma, mas mesmo essas têm seu valor.

Um dos pontos positivos, na minha opinião – que contraria a tradição jornalística brasileira -, é a recorrente tomada de posição por parte da repórter, ainda que não precise se utilizar da primeira pessoa do singular. Já dizia o Rei do Camarote: isso agrega.

Em geral, A vida que ninguém vê tem tudo para inspirar jornalistas de todas as idades (incluindo chefias, muitas vezes, temerosas de arriscar ou dar espaço p ara o diferente) e, ao mesmo tempo, agradar leitores de outras áreas. Não é à toa que venceu o Prêmio Jabuti 2007 de Melhor Livro de Reportagem. Ah! E os textos, quando publicados no jornal, renderam a Eliane o Prêmio Esso Regional de 1999.

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