10, 9, 8… Raul Pompeia!


Raul Pompéia

O segundo 10, 9, 8… do Livro Leve Solto é sobre um autor que, provavelmente, fez parte dos seus estudos no colégio. Hoje, dia 25 de dezembro, é o 118º aniversário de morte de Raul Pompeia, que nasceu em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, em 1863.

Confira 10 fatos e curiosidades sobre o escritor.

10. É o patrono da cadeira 33 da Academia Brasileira de Letras (ABL), hoje ocupada pelo recifense Evanildo Bechara.

9. Além da habilidade com a escrita, Raul Pompeia destacou-se, quando jovem, como caricaturista e desenhista. Redigia e ilustrava o jornalzinho escolar O Archote.

8. Lançou seu primeiro livro, Uma tragédia no Amazonas, em 1880, com apenas 17 anos. Na época, estudava no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.

7. Começou o curso de direito em São Paulo, mas precisou terminá-lo no Recife, para onde se transferiu com mais de 90 colegas, possivelmente por conta das relações com a defesa da abolição da escravatura e da república.

6. Escrevendo em jornais, adotou diversos pseudônimos, como Rapp, Pompeu Stell, Um moço do povo, Y, Niomey, ?, R., Fabricius e Raulino Palma.

5. Embora bacharel em direito, Raul nunca exerceu a advocacia. No Rio de Janeiro, após o término do curso no Recife, dedicou-se ao jornalismo. Nas folgas, escreveu O Ateneu: crônica de saudades, romance com cunho autobiográfico. A publicação aconteceu em 1888, primeiramente na Gazeta de Notícias e, mais tarde, em livro.

4. A inspiração para a obra-prima do escritor foram os anos de internato no Colégio Abílio, no Rio de Janeiro, conhecida como uma das melhores escolas da Corte, com profunda ligação com o catolicismo, o monarquismo e o escravismo. Desde cedo, Raul voltou-se contra tais pilares da sociedade da época.

3. Na sua defesa pela implantação da república, era partidário do Marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil, sucessor de Deodoro da Fonseca. Defendia o militarismo como base de proteção da pátria.

2. Após a morte de Floriano Peixoto, perdeu o cargo de diretor da Biblioteca Nacional, sob a alegação de que atacara o ex-presidente no discurso proferido durante o enterro daquele.

1. Por conta da demissão e desavenças com amigos e colegas de profissão, cometeu suicídio no dia de Natal, em 1895, em sua casa, no Rio de Janeiro.

Para encerrar, dois trechos dos escritos de Raul Pompeia:

“Eufemismo, os felizes tempos, eufemismo apenas, igual aos outros que nos alimentam, a saudade dos dias que correram como melhores. Bem considerando, a atualidade é a mesma em todas as datas. Feita a compensação dos desejos que variam, das aspirações que se transformam, alentadas perpetuamente do mesmo ardor, sobre a mesma base fantástica de esperanças, a atualidade é uma.”

“O contraste da luz é a noite negra.

Sente-se na epiderme a carícia do calefrio; envolve-nos um clima glacial; estranha brisa penetra-nos, feita de agulhas de gelo. Em vão flameja o sol a pino. Sente-se dentro na altura a noite negra, invernosa, polar; sofre-se o contato da Sombra. Tudo trevas, sinistramente trevas. O dia, resplandecente na alvura dos edifícios, produz o efeito da prata nos catafalcos. Vemos as flores, o prado. Monstros! Reclamam a carne do pé que os pisa; o verme sôfrego espreita-nos através da terra… Rir?! Mas o riso tem a cruel vantagem de acentuar, sob a pele, a caveira…

Há destas escuras noites no espírito.”

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