Para entender o Braille


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Imagem: http://www.netpiaui.com.br

Não é de olhos que se faz um leitor. Comemorando o Dia Internacional do Braille, o Livro Leve Solto traz uma postagem que explica a origem e o alfabeto do mais famoso sistema de leitura para cegos do planeta.

A data, aliás, foi escolhida com base no nascimento do francês Louis Braille, que, hoje, estaria completando 205 anos. Ainda adolescente, em 1825, ele desenvolveu o método que leva o seu nome. Conheça melhor essa história e o alfabeto Braille.

A invenção

O próprio Louis Braille perdeu a visão, após um acidente na oficina do pai, fabricante de arreios e selas. Aos 10 anos, ele foi selecionado para o Instituto Real de Jovens Cegos de Paris e, lá, entrou em contato com alguns métodos de leitura. Um deles – a escrita noturna – foi apresentado por um capitão reformado do exército francês e se baseada no tato e em em pontos em relevo. O sistema costumava ser usado no campo de batalha.

Aos 12 anos, Braille passou a trabalhar na simplificação da escrita noturna. Aos 15, chegou ao resultado final, com um alfabeto baseado em uma célula de três pontos de altura por dois de largura (seis pontos, contra 12 do método original). Depois, o rapaz começou a ensinar no próprio instituto e, em 1829, publicou oficialmente o seu sistema de leitura, que sofreu poucas modificações até hoje.

O método, porém, demorou a ter aceitação. No instituto, por exemplo, só foi aplicado em 1854, dois anos depois da morte de Braille, por tuberculose. Em 1878, onze países europeus e os Estados Unidos decidiram, em um congresso realizado em Paris, adotar o Braille de forma padronizada para o uso na literatura. Novas reuniões, em 1888, 1929 e 1954, selaram o acordo global de utilização do sistema no campo da musicografia. Uma barreira ainda não superada, entretanto, foi a uniformização da leitura e escrita de símbolos matemáticos e científicos.

O alfabeto

O sistema Braille, como já mencionado, emprega seis pontos em relevo (três linhas e duas colunas) e permite a formação de 63 símbolos diferentes, incluindo letras, notações, pontuações, números, etc. Esta é a “célula” completa do método, numerada de 1 a 6.

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Imagem: http://www.acessibilidade.net

O Braille é lido da esquerda para a direita. As primeiras dez letras (A até J) utilizam apenas os pontos 1, 2, 4 e 5, presentes nas duas linhas superiores. Os números de 1 a 9, além do 0, são representados pelos mesmos sinais, precedidos pelo sinal de número.

Para as dez letras posteriores (K até T), usa-se o ponto 3, localizado no canto inferior esquerdo a cada uma das dez letras iniciais. De U a Z, utilizam-se ambos os pontos inferiores (3 e 6) às cinco primeiras letras, com exceção do W, que só foi acrescentado posteriormente ao alfabeto francês.

Para quem não entendeu a descrição, uma imagem certamente vai ajudar.

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Imagem: http://www.livreacessobraille.com.br

Para quem quiser entender mais e praticar um pouco de Braille, a dica é acessar o curso virtual e gratuito da Universidade de São Paulo (USP). É fácil e rápido. Vale a pena.

 

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2 comentários sobre “Para entender o Braille

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