10, 9, 8… Euclides da Cunha!


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Hoje, 20 de janeiro, seria o 148º aniversário de Euclides da Cunha, um dos mestres da literatura brasileira e autor do clássico Os sertões. Na obra, lançada em 1902, ele reúne seus relatos e impressões sobre a Guerra de Canudos, na Bahia – conflito que havia coberto como repórter, na década de 1890. Entre elas, a conhecidíssima síntese da gente daquela região: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte”.

A vida do escritor tem tantas particularidades, que não poderia ficar de fora do novo 10, 9, 8… Conheça algumas delas a seguir:

10. Nascido em Cantagalo, no Rio de Janeiro, Euclides da Cunha foi aluno por duas vezes de Benjamin Constant, o que teve uma influência relevante na sua formação positivista e republicana.

9. Por causa dessa formação, ele cometeu uma infração disciplinar grave na Escola Militar, ao tentar quebrar a lâmina de um sabre, provavelmente protestando contra a Monarquia. A punição foi o trancamento da sua matrícula.

8. Após a proclamação da República, voltou ao exército pelas mãos de Constant, novo Ministro da Guerra. Euclides foi promovido e chegou ao posto de primeiro-tenente de Artilharia. Pela Escola Superior de Guerra, formou-se em Matemáticas e Ciências Físicas e Naturais.

7. Foi também nas forças armadas que Euclides conheceu o amor. Casou-se com Ana Emília, filha do major Sólon Ribeiro. Mais tarde, a esposa tornou-se amante de Dilermando de Assis, um tenente de 17 anos, com quem teve dois filhos. Um deles morreu com pouco tempo de vida, mas o outro foi criado por Euclides, sendo apelidado por ele de “a espiga de milho no meio do cafezal” (o restante da família tinha pele morena).

6. Em 1909, Euclides da Cunha invadiu a casa de Dilermando com uma arma, mas acabou sendo baleado e morto pelo amante da esposa, num episódio conhecido como “A Tragédia da Piedade”, em referência ao nome do bairro carioca onde o incidente ocorreu. O tenente foi absolvido pela justiça militar e, depois, casou-se com Ana, a viúva de Euclides, com quem ficou por mais 15 anos.

5. Em 1903, um ano após a publicação de Os sertões, Euclides foi eleito para a cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras. A ABL, mais tarde, seria também o local do seu velório. O seu sucessor na instituição foi Afrânio Peixoto, médico e escritor que havia atestado o seu atestado de óbito.

4. Além de escritor, militar e jornalista, Euclides da Cunha exerceu uma série de profissões, incluindo engenheiro civil, professor, geógrafo, geólogo, botânico e historiador.

3. Durante sua passagem por Canudos, o escritor adotou um garoto. Ludgero, como se chamava, tinha problemas de saúde e foi levado para São Paulo, onde passou a ser criado pelo educador Gabriel Prestes, amigo de Euclides.

2. Em 1904, foi incumbido de chefiar a comissão de brasileiros e peruanos que faria o reconhecimento do Alto Purus, na Amazônia. A ideia era contribuir para a demarcação dos limites entre os dois países. Nesse trabalho, Euclides entrou em contato com os seringueiros da floresta e denunciou a exploração sofrida por eles na obra póstuma À margem da história. A viagem também lhe rendeu o ensaio Peru versus Bolívia e o texto Judas-Ahsverus.

1. Euclides da Cunha prestou exame para a cátedra de lógica do Ginásio Nacional, atual Colégio Dom Pedro II, um dos mais tradicionais do país, localizado no Rio de Janeiro. Não teve tempo de dar muitas aulas, sendo morto apenas um mês depois.

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