Marilyn e Miller: a atriz e o escritor


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Cabelos loiros, lábios carnudos, sinal na bochecha esquerda, sapatos altos, vestido branco esvoaçante. Óculos de armação grossa, cabelos escuros, entradas de calvície, rugas faciais, roupa social. Durante quatro anos e meio, essas duas descrições tão díspares estiveram lado a lado. Foi o tempo do casamento entre atriz Marilyn Monroe e o escritor e dramaturgo Arthur Miller. Uma relação que terminou em 24 de janeiro de 1961, há exatos 53 anos.

Os dois foram apresentados pelo ator, diretor e produtor Lee Strasberg, e Miller, desde o início, teve uma queda pela estrela do cinema norte-americano. O romance deu certo e, em julho de 1956, celebrou-se o casamento (o segundo dele e o terceiro dela), após a conversão de Marilyn ao judaísmo. Sob o mesmo teto, pesou a diferença dos estilos de vida. Os ponteiros não se acertaram, e, para tentar salvar a relação, Marilyn tentou engravidar. No entanto, depois de dois abortos, ela entregou-se ao álcool e às drogas.

O clima entre eles continuou pesado, até se separarem em janeiro de 1961, às vésperas do lançamento de Os desajustados, filme escrito por Miller em que Marilyn contracenava com seu ídolo, Clark Gable. O divórcio, que já havia sido anunciado em novembro, foi assinado no México. Fragilizada, Marilyn Monroe voltou a recorrer a bebidas e a substâncias químicas, como calmante. Uma mistura que acabou por tirar sua vida em 5 de agosto de 1962. Alguns anos mais tarde, Miller declarou que, durante o casamento, dedicou toda a “energia e atenção” a tentar ajudar a mulher a “resolver os seus problemas”, ligados à “personalidade altamente auto-destrutiva”.

Arthur Miller

Nascido em 1915 e falecido em 2005, Miller tornou-se famoso sobretudo pelas peças teatrais que escreveu, dentre as quais se destacam As bruxas de Salém e Morte de um caixeiro viajante. Algumas dessas produções, inclusive, foram publicadas em livros. O norte-americano também foi autor de romances, como Foco, publicado originalmente em 1945 e relançado, no Brasil, em 2012. A obra também ganhou uma adaptação para o cinema em 2002. Confira o trailler abaixo.

Em 1936, com a sua peça de estreia, Honors at Dawn, recebeu o Prêmio Hopwood. Em 1949, por Morte de um caixeiro viajante, conquistou um Pullitzer e três Tony. Em 2002, foi contemplado com o Príncipe de Astúrias de Letras. Na sua obra, Miller protestou contra a falta de liberdade de expressão e contra a perseguição a comunistas nos Estados Unidos.

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