A bíblia dos suicidas?


suicidio

Você leu o primeiro post do LLS de hoje? É sobre O apanhador no campo de centeio, livro que inspirou criminosos famosos, como o assassino do ex-Beatle John Lennon. Enquanto escrevia sobre ele, acabei me lembrando de outra obra que conduziu muita gente até a morte. A diferença é que, neste caso, era a própria morte.

Os sofrimentos do jovem Werther, livro escrito pelo alemão Göethe, lançado em 1774 e considerado o primeiro exemplar do Romantismo, é historicamente apontado como o responsável por uma onda de suicídios na Europa, ao longo do século 18. A obra é composta pelo conjunto das cartas enviadas por Werther a um amigo, relatando as angústias de um amor impossível. No final, o protagonista se mata, com um tiro de revólver (desculpem por contar isso). A descoberta do seu corpo é narrada justamente por Wilhelm, o destinatário das mensagens de Werther.

Dizem que a história tem um quê autobiográfico, remetendo a uma paixão proibida vivida pelo próprio Göethe. Também há relatos de que o autor, ao ser ligado à série de suicídios, pediu para que os leitores não seguissem o exemplo do seu protagonista.

Outra curiosidade, bem menos mórbida, é o fato de o imperador francês Napoleão Bonaparte adorar a obra, que teria lido nada menos do que sete vezes. O monarca, aliás, chegou a encontrar Goethe e convidá-lo para uma visita. O escritor, porém, não aceitou a proposta, insatisfeito com  a invasão da Alemanha pelo exército francês.

 

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