10, 9, 8… Coelho Neto!


Henrique_Maximiano_Coelho_Neto

Você talvez nunca tenha ouvido falar dele. Mas não seria assim, se você tivesse nascido algumas décadas atrás. O 10, 9, 8… de hoje traz fatos e curiosidades da vida do maranhense Henrique Maximiano Coelho Neto, que estaria completando 150 anos neste 21 de fevereiro. O escritor, que faleceu em 1934, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras (ABL) e, durante sua vida, esteve entre os mais lidos do país.

Confira!

10. Coelho Neto foi o primeiro ocupante da cadeira no. 2 da Academia Brasileira de Letras, sendo sucedido por nomes como Osório Duque-Estrada (criador da letra do Hino Nacional) e Mário de Alencar.

9. Embora tenha começado a estudar direito em São Paulo, logo se transferiu para o Recife, com medo de represálias de um professor contra o qual havia se manifestado. Na capital pernambucana, foi aluno de Tobias Barreto. Acabou sem concluir o curso.

8. De volta a São Paulo, envolveu-se com os movimentos abolicionista e republicano. Depois, mudou-se para o Rio de Janeiro, convivendo com Olavo Bilac, Luís Murat, Paula Ney e Guimarães Passos. A história do grupo foi levada para o romance A conquista, de 1899.

7. Casou-se em 1890 e teve, com a mesma mulher, 14 filhos. Daí até o fim da década de 1910, passou pelo governo do Rio de Janeiro e por instituições de ensino importantes, como professor e diretor.

6. Em 1909, ingressou na carreira política, sendo eleito deputado federal pelo Maranhão. Em 1917, foi reeleito para o mesmo cargo.

5. Coelho Neto publicou vários textos em revistas e jornais, tanto no Rio de Janeiro, quanto em outras cidades. Nem sempre, entretanto, usou seu próprio nome. Entre os pseudônimos, estavam Anselmo Ribas, Caliban, Blanco Canabarro, N. Puck, Fur-Fur e Charles Rouget.

4. O maranhense era um escritor de diversos gêneros literários, tendo permanecido, por um bom tempo, como o mais lido do país, de acordo com a ABL. A sua relevância perdeu força por causa dos embates que travou contra os modernistas, na década de 1920. Coelho Neto era conhecido por um texto mais ornamentado e formalista, com artifícios retóricos, que não condiziam com as novas gerações literárias.

3. Em 1928, Coelho Neto foi escolhido como “Príncipe dos Prosadores Brasileiros”, pela revista O Malho.

2. O escritor tinha preocupações ambientais, posicionando-se contra o desmatamento na Amazônia, e culturais, preservando o folclore brasileiro. Chegou, inclusive, a defender que a capoeira, uma atividade marginalizada na época, fosse ensinada nas escolas e nas forças armadas.

1. Entre as suas obras, estão Turbilhão; Mano, Livro da Saudade; Rei Negro e Fogo Fátuo. A lista completa (e longa), que inclui suas crônicas e peças teatrais, você pode encontrar na página da ABL.

 

 

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3 comentários sobre “10, 9, 8… Coelho Neto!

  1. Parabéns pelo site e pelo texto. Realmente poucos brasileiros hoje em dia lembram da figura desse escritor, que muito contribuiu com a literatura de nosso país.

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