O Poderoso Chefão… O livro


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Para desespero de 9 entre 10 pessoas que me escutam dizer isto, repito: “Nunca assisti a O Poderoso Chefão“. Nem o 1, nem o 2, nem o 3. Tampouco sei explicar o motivo. Agora, no entanto, o que podia ser motivo de vergonha tem lá o seu charme. Afinal, também já posso me considerar uma das poucas pessoas que leram O Poderoso Chefão antes de ver o filme. Sim, eu também me surpreendi ao descobrir, mas o grande clássico do cinema realmente foi inspirado em um livro.

A obra é assinada por Mario Puzo, um descendente de italianos que nasceu em Nova Iorque, em 1920, e fez história escrevendo sobre a máfia. A sua obra-prima, que seria adaptada pelo diretor Francis Ford Coppolla, foi lançada em 1969 e conquistou o público. Posso dizer, com convicção, de que não foi à toa. O livro, realmente, é daqueles que a gente não quer largar, mesmo com sono ou com fome.

O primeiro mérito é a própria história. Nunca vi os filmes, mas sei que eles vão muito além do que existe na publicação de Puzo. Exemplo? No livro, não há qualquer acontecimento relevante em Cuba. Mesmo assim, o enredo é bastante atraente, envolvendo costumes, negociações, violência, histórias de personagens secundários, as reviravoltas na Família Corleone, etc. E a habilidade de Puzo em entrelaçar tais planos termina sendo, justamente, o segundo ponto a merecer elogios. O autor norte-americano consegue esmiuçar, com encanto, as passagens dos diversos componentes da trama e, ao mesmo tempo, relacioná-las aos grandes temas, que conduzem O Poderoso Chefão.

Entre as técnicas bem utilizadas por Mario Puzo, está a de encerrar capítulos deixando aquele “gostinho de quero mais”. Muitos escritores vêm tentando adotar essa estratégia, mas não é tão simples quanto parece. Outra característica que pede destaque é a capacidade do autor de descrever, sem cansar o leitor, alguns episódios da história, notadamente os de ação e violência. Acerta, também, muitas vezes, na exposição dos sentimentos dos personagens, sobretudo através dos diálogos.

Como ponto negativo, mesmo desconhecendo os filmes, acho que não dá para ignorar a falta de desdobramentos da história. Quase todo mundo conhece um pouco sobre a sequência cinematográfica da obra, o que pode gerar um certo desconforto, uma sensação de que o livro não está completo, de que deveria ter algo mais. Como alento, fica a informação de que o próprio Mario Puzo colaborou na produção dos roteiros que levaram os Corleones para as telonas e telinhas do planeta.

Ficha técnica

Título: O Poderoso Chefão

Autor: Mario Puzo

Editora: Record

Páginas: 461

 

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