Nobel de Literatura vai para a França pela 11ª vez


Conhecido e celebrado na França, Mondiano teve 7 livros publicados no Brasil; seis deles estão esgotados

Conhecido e celebrado na França, Mondiano teve 7 livros publicados no Brasil; seis deles estão esgotados

A França voltou a brilhar no Nobel de Literatura. Nesta quinta-feira (09), pela 11ª vez na história (desconsiderando casos de dupla nacionalidade), um escritor do país foi escolhido para receber o prêmio, que é entregue pela Academia Sueca desde 1901. O homenageado, que embolsará o equivalente a 1,1 milhão de dólares, é Patrick Modiano, de 69 anos.

Natural de um subúrbio parisiense e fruto de um casamento entre um judeu italiano e uma atriz belga, Modiano publicou seu primeiro livro, La Place de l’Etoile (A praça da estrela), em 1968. De lá para cá, venceu importantes prêmios literários, como o Grande Prêmio do Romance da Academia Francesa, o Prix Gouncourt, o Grande Prêmio Nacional de Letras e o Prêmio Marguerite Duras. Segundo a Academia Sueca, a escolha do autor para receber o Nobel deve-se à “arte da memória com que evocou os destinos humanos mais inapreensíveis e lançou luz sobre a vida durante a ocupação” (referência ao período da Segunda Guerra Mundial, encerrada dois meses após o nascimento de Modiano).

Entre as obras mais conhecidas de Mondiano, estão Uma rua de roma (1986) e Dora Bruder (1998). O autor também teve sucesso como roteirista do filme Lacombe Lucien, dirigido por Louis Malle e vencedor do Oscar de melhor produção estrangeira em 1975.

Para os brasileiros que querem conhecer o escritor, a má notícia é que apenas sete livros dele foram publicados por aqui, mas seis já estão esgotados. É provável, no entanto, que as obras reapareçam, diante da oportunidade de vender um “prêmio Nobel”.

França na dianteira

Com a conquista em 2014, a França garante a primeira colocação no ranking dos países que mais venceram o Nobel de Literatura. Além de Mondiano, já foram contemplados com o prêmio nomes como Jean Paul Sartre (1964), Anatole France (1921) e Frédéric Mistral (1904). A última vez em que um francês havia sido escolhido foi em 2008, com Jean-Marie Gustave Le-Clézio.

Enquanto a França mantém a tradição no Nobel de Literatura, os escritores de língua portuguesa ficam esperando… sentados. Confira nosso post sobre a insignificante participação dos nossos autores no principal prêmio literário do mundo, clicando aqui.

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