A rima (quase) imperceptível em “Tarde em Itapoã”


Quando eu tinha uns 15 anos, gostava de ler e estudar sobre poesia: rimas, métricas, divisões silábicas, etc. Uma das minhas maiores descobertas da época foi a música Tarde em Itapoã, clássico da MPB composto por Toquinho e Vinícius de Moraes. Ouça e assista:

O meu encanto com a composição está no seu refrão, que contém duas áreas de rima. A mais óbvia consiste na repetição da palavra “Itapoã” ao final de cada frase. O que pouca gente percebe é que a base da sonoridade está no meio dos versos, graças à combinação de métrica e rima. Observe:

Passar uma tarde em Itapoã 
Ao sol que arde em Itapoã 
Ouvindo o mar de Itapoã 
Falar de amor em Itapoã

Interessante, não é? Se quiser saber mais sobre o talento e as peculiaridades do poetinha, assista ao documentário Vinícius, disponível em outro post do Livro Leve Solto.

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