Autoral: O espanto


O espanto dos outros

É o segredo da gente:

Plantado, germinado, cultivado

Fortalecido no seguir dos dias,

Enternecido no virar das noites.

 .

O espanto dos outros,

A gente já conhece

Como a palma dessas mãos

Que a gente insiste em se dar,

No descampado e na corda bamba.

 .

O espanto dos outros,

A gente chama pelo nome

Pelo apelido de infância

Com lábios de afeto.

 .

O espanto dos outros

Há muito, não afronta

Para a gente, o que conta

É ser como é

– E como se quer.

 .

O espanto dos outros

Não nos espanta.

Se duvidar, até encanta

Por eles não serem nós.

 .

Quem ama os outros espanta.

Tiago Cisneiros

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