Livro de estreia, “Confissões” apresenta a poesia-psicanálise de Eduardo Vieira


O autor participou da confecção artesanal dos 300 exemplares de Confissões

O próprio autor participou da confecção artesanal dos 300 exemplares de “Confissões”. Foto: Divulgação/Pé de Letra

O pernambucano Eduardo Vieira, de 25 anos, faz sua estreia oficial como escritor nesta quinta-feira (23). Às 19h, ele lançará Confissões (R$ 20), livro em que reúne poemas sobre os diversos sentimentos envolvidos em processos de transição da vida. A obra é marcada, ainda, pela forma peculiar de produção. Trata-se do primeiro trabalho externo do projeto Pé de Letra (leia mais clicando aqui), que realiza edições literárias de modo artesanal, a partir de material reciclado.

Para completar a carga sustentável, o autor escolheu o bar Vaporetto, em Casa Forte, Zona Norte do Recife, como local do lançamento. O estabelecimento tem a inovadora proposta de funcionar dentro de um contêiner, destacando a possibilidade de (re)aproveitamento de espaços. Outra empresa a apoiar a publicação de Confissões é a marca de vestuário Redley.

Dando continuidade ao esforço de divulgação de novos autores, o Livro Leve Solto fez uma entrevista exclusiva com Eduardo Vieira, sobre o livro, o lançamento e sua relação com a poesia. Confira a seguir:

Quando começou seu interesse pela literatura e, especificamente, pela poesia?

Eu comecei a gostar de poesia quando descobri que Vinicius de Moraes, além de compositor, era poeta. Comecei, então, a ler poesias. Além disso, eu ficava hipnotizado com os poemas que eram recitados nos shows de Cordel do Fogo Encantado [banda pernambucana que chegou ao fim em 2010]. Foi através deles que fui fisgado pela poesia.

O seu parentesco com João Cabral de Melo Neto [primo da avó paterna de Eduardo Vieira], de alguma forma, lhe influenciou?

Não muito. Como comecei a ler poesia muito cedo na vida, não entendia muito bem João Cabral. Contudo, com o passar do tempo, ele foi se tornando uma das minhas maiores influências. Tenho um livro dele que nunca foi lançado, com uma dedicatória a minha avó. É um dos principais da minha biblioteca.

Como você vê a poesia? É parte da sua vida, uma válvula de escape…?

Costumo dizer que a poesia é minha psicanálise. Eu saio botando para fora tudo o que está preso dentro de mim. Às vezes, saem pensamentos e sentimentos que nem mesmo que sabia que tinha. A minha poesia é minha autodescoberta, é ela que me faz ver quem eu sou.

Desde quando começou a pensar em lançar um livro? É a realização de um sonho?

Com meu livro, estou não realizando, mas, sim, vivendo o sonho. Tudo está acontecendo com o lirismo que sempre desejei. Quanto à primeira vez em que pensei em lançar um livro, foi quando um amigo meu, Tiago Cisneiros [autor deste blog], lançou o dele. Eu vi ali que a poesia formalizada através do livro não era algo impossível. Porém, esse sonho ficou escondido dentro de mim, até que conheci o Pé de Letra. Naquele momento, o sonho voltou à tona. Isso aconteceu há uns 3 meses e, desde então, venho trabalhando no conteúdo e conceito de Confissões.

Os poemas de Confissões seguem uma linha clara, baseada em sensações e visões da vida. De onde veio essa ideia e como foi feita a seleção dos textos?

Eu quis botar, no Confissões, meus poemas que seguissem uma temática. É um livro que fala dos problemas, das dúvidas, dos amores, dos carnavais, das incertezas e das certezas que vivemos nos processos de transição da vida e de como é possível viver todos os sentimentos de uma vez só. Eu acredito que seja uma obra de transição da vida adolescente para a vida adulta.

Como você espera que seus leitores recebam a obra? Pretende causar algum impacto específico?

Para falar a verdade, eu nunca pensei nisso. Eu espero que as pessoas se identifiquem com algum dos poemas, pois quase todos os seres humanos passam por momentos de dúvida na vida.

E as parcerias com a Redley, o Vaporetto e o Pé de Letra? Há uma intenção de marcar o lançamento com a defesa de certos valores, como sustentabilidade e mobilidade, certo?

Com certeza. É necessário que as pessoas abram os olhos a respeito dessas questões. Cada vez mais nosso direito de ir e vir anda sendo violado pela falta de mobilidade urbana na cidade do Recife. O processo de coleta seletiva e reciclagem na nossa cidade ainda é algo muito precário. Então, quando resolvi lançar meu livro, quis juntar empresas que tivessem os mesmos valores. Acredito que, somando as nossas energias, podemos chamar mais atenção para essas questões tão essenciais para a vida moderna.

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Serviço

Lançamento do livro Confissões, de Eduardo Vieira

Local: Vaporetto Container Bar – Rua Leopoldo Silva, 100, Parque Santana, Casa Forte, Recife

Horário: 19h

Participação: DJ Soma

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