Autoral: Toda mudez


Dentes cerrados e língua presa.

As ideias engarrafadas em cérebro aquecido

Eternamente sem escape.

Por medo de si,

Por medo dos outros

E do talvez.

O dizível perdeu o bonde

E o bonde, a estação.

Falta luz no fim do túnel.

 .

O ditado não dito

Revela a evidência:

Em boca fechada,

Não entra alívio.

Paciência…

.

Dentes trincados e língua seca,

O tempo veio

E o tempo passou.

A palavra, não.

A palavra, nada.

Eis que o receio,

Posto avesso, atestou:

Toda mudez será castigada.

Tiago Cisneiros

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