10, 9, 8… Gonçalves Dias!


A biografia de Gonçalves Dias inclui uma origem bastarda, a perda do grande amor, a morte de uma filha e um naufrágio perto de casa

A biografia de Gonçalves Dias inclui uma origem bastarda, a perda do grande amor, a morte da única filha, problemas de saúde e um naufrágio fatal perto de casa

“A minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá…” Quem já estudou literatura na escola e não se lembra desse verso, por favor, refaça a matrícula. Afinal, a frase inaugural do poema Canção do Exílio é uma das mais conhecidas da história da arte brasileira. Neste 03 de outubro, o Livro Leve Solto homenageia os 150 anos da morte do seu autor, o poeta, professor, crítico de história e etnógrafo maranhense Gonçalves Dias.

Confira a seguir dez fatos e curiosidades sobre a vida e a obra do autor:

10. Gonçalves Dias, cujo primeiro nome era Antônio, nasceu em Caxias, no Maranhão, em 10 de agosto de 1823. Ele era fruto da relação entre um comerciante português e uma mestiça. Dois anos depois da chegada do futuro poeta, o pai casou-se com outra mulher e levou o filho para a nova casa.

9. Em 1838, mesmo ano em que o pai morreu, Gonçalves Dias foi enviado para Portugal, a fim de realizar os estudos de direito. De início, a madrasta ajudou com as despesas. No entanto, com o movimento da Balaiada, a condição financeira da família se deteriorou. Assim, o poeta só conseguiu permanecer na Europa graças ao suporte de colegas. Em 1845, concluiu a graduação.

8. Dois anos antes, em 1843, o jovem maranhense escreveu aquela que se tornaria a sua obra de referência, o poema Canção do exílio. O texto, bastante elogioso e saudosista, refere-se ao Brasil, com destaque para as riquezas naturais do país.

7. Em Portugal, Gonçalves Dias tornou-se próximo de um grupo de poetas conhecido como “medievalistas”. No Brasil, para onde voltou em 1845, engrossou a fileira do Romantismo e, especialmente, a corrente do Indianismo.

6. Quando voltou ao Brasil, Gonçalves Dias instalou-se no Rio de Janeiro, onde residiu até 1854. Lá, publicou seus Primeiros cantos, Sextilhas de frei Antão e Últimos cantos, tornou-se professor de latim e história do Colégio Pedro II e fundou a revista Guanabara, relevante meio de divulgação do Romantismo.

5. Na única viagem que fez à terra natal, durante o período em que estava domiciliado no Rio de Janeiro, Gonçalves Dias tinha um objetivo claro: casar-se com a sua grande paixão, Ana Amélia Ferreira do Vale, então com 14 anos. No entanto, a mãe da garota rejeitou o pedido, devido à origem mestiça e bastada do poeta.

4. Em 1852, um ano depois da desilusão amorosa, Gonçalves Dias casou-se com Olímpia Carolina da Costa, no Rio de Janeiro. A relação, ajustada por conveniência, só durou até 1856 e a única filha dela resultante faleceu ainda criança.

3. Encarregado da Secretaria dos Negócios Estrangeiros, Gonçalves Dias voltou a morar na Europa, entre 1854 e 1858. Lá, editou novas obras, inclusive os primeiros quatro cantos de Os Timbiras (escritos dez anos antes) e o Dicionário da língua tupi. No retorno ao Brasil, realizou expedições no Norte, como membro da Comissão Científica de Exploração.

2. Após os estudos no Norte do país, o poeta fez uma breve passagem pelo Rio de Janeiro, antes de retornar à Europa, onde passou a buscar tratamentos para a saúde frágil. Passou quase um ano em estações de cura na França, mas não obteve resultados satisfatórios. Decidiu, então, regressar ao Brasil.

1. Em 10 de setembro de 1864, Gonçalves Dias embarcou no navio Ville de Boulogne. Quando já estava na costa do Maranhão, na região conhecida como baixio de Atins, a embarcação naufragou. Ninguém morreu… Com exceção, justamente, do poeta da terra, que  teria sido esquecido no camarote.

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