Autoral: Tempo-rio


O meu rio corre como se não houvesse amanhã

Não para, não desvia, não hesita

Não se detém por cantos de pássaros, Yaras e estrelas.

Passa por cima de pedras, galhos, cascalhos e lama

Passa por cima de tudo:

Do feio e do belo, do vivo e do morto.

Modifica paisagens, visões, sentidos

Cria ilusões e as desfaz no momento porvir.

E, assim, ele segue

Rumo a um amanhã que sempre haverá,

Até a hora de desembocar.

Na foz, é que se faz o único instante presente,

A mistura de eterno e fugaz.

Na foz, meu rio perde as águas

E se une aos que não correm mais.

Tiago Cisneiros, outubro de 2014

Se você quer ter um texto publicado no nosso espaço Autoral, entre em contato conosco, pelo Facebook, pelo Twitter ou pelo e-mail livrolevesolto@gmail.com. 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s