10, 9, 8… Cecília Meireles!


Cecília Meireles

Morta há 50 anos, Cecília Meireles é reconhecida nacional e internacionalmente por sua obra literária e pelo engajamento na defesa da educação

Na última sexta-feira (07), a poetisa carioca Cecília Meireles teria completado 113 anos. Neste domingo (09), no entanto, há uma data ainda mais marcante: os 50 anos da sua morte. Para homenagear uma das principais expoentes da literatura brasileira, o Livro Leve Solto traz uma lista com dez fatos e curiosidades sobre sua vida e obra. Confira a seguir:

10. Cecília Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, no Rio de Janeiro. Foi a única dos quatro filhos da família que sobreviveu. Aos três meses de idade, perdeu o pai e, aos 3 anos, a mãe. Passou a ser criada, então, pela avó, Jacinta Garcia Benevides. A sucessão de mortes foi contemplada pela autora, como um canal que a aproximou do “efêmero” e do “eterno”.

9. Em 1917, Cecília começou a exercer o magistério, no Rio de Janeiro. Dois anos mais tarde, lançou o seu primeiro livro de poesia, intitulado Espectro.

8. Em 1922, casou-se com o pintor português Fernando Correia Dias. Juntos, tiveram três filhas. Treze anos depois, no entanto, o marido cometeu suicídio. Em 1940, Cecília formalizou um novo relacionamento, com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo.

7. Com forte atuação na defesa da educação, Cecília foi a responsável por organizar a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro, em 1934. Também apresentou palestras, inclusive no exterior, sobre literatura brasileira, escreveu colunas em jornais, atuou em programas culturais de rádio e ensinou na Universidade do Distrito Federal, então localizada no Rio, e do Texas, nos Estados Unidos. Aposentou-se como diretora de escola, em 1951.

6. Em 1939, graças ao livro Viagem, a autora foi homenageada pela Academia Brasileira de Letras, com o Prêmio de Poesia Olavo Bilac. Outras honrarias recebidas foram a Ordem de Mérito do Chile e os títulos de sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura e do Instituto Vasco da Gama (Índia), além de Doutora Honoris Causa pela Universidade de Délhi.

5. Em 1962, ganhou o Prêmio de Tradução/Teatro, da Associação Paulista de Críticos de Arte. Graças a essa mesma habilidade, no ano seguinte, conquistou o Prêmio Jabuti de Tradução de Obra Literária, pelo livro Poemas de Israel. Tais honrarias devem-se a trabalhos de Cecília Meireles com peças teatrais de Federico Garcia Lorca, Rainer Rilke, Virginia Wolf e Rabindranath Tagore.

4. Na poesia, gênero pelo qual é mais conhecida, Cecília esteve ligada, sobretudo, ao movimento modernista. Entre suas principais obras, está Romanceiro da Inconfidência, coletânea de poemas publicada em 1953, que retrata a história de Minas Gerais, desde a colonização até a Inconfidência Mineira, no século 18. Dos livros voltados ao público infantil, o mais renomado é, provavelmente, Ou isto ou aquilo, lançado em 1964.

3. Romanceiro da Inconfidência foi um dos livros que inspiraram a produção do filme Os Inconfidentes, lançado em 1972, dirigido por Joaquim Pedro de Andrade e estrelado por José Wilker, Luiz Linhares, Paulo César Peréio e Fernando Torres. Na música, Cecília Meireles ganhou espaço, sobretudo, com o cantor e compositor Raimundo Fagner, que adaptou poemas para canções como Motivo e Canteiros. Conheça a polêmica envolvendo esta última clicando aqui.

2. Cecília Meireles morreu em 09 de novembro de 1964, no Rio de Janeiro, tendo recebido diversas homenagens desde então. O velório do seu corpo aconteceu no Ministério da Educação e Cultura e, naquele ano, a escritora ainda seria contemplada com o Jabuti de Poesia, pelo livro Solombra. Em 1965, o conjunto da obra rendeu-lhe o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras.

1. Na lista de odes póstumas, destaque, ainda, para a criação de uma cédula de cem cruzados novos, em 1989, com a efígie de Cecília Meireles, e para a decisão do governo federal de transformar 2001 em “O Ano da Literatura Brasileira”, em homenagem ao centenário da poetisa, de Murilo Mendes e de José Lins do Rego, além do sesquicentenário (150 anos) de Sílvio Romero.

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