Conheça a história do poema que acabou se tornando o hino dos Estados Unidos


Resistência de bandeira norte-americana inspirou poeta amador a compor futuro hino nacional

Resistência de bandeira norte-americana inspirou poeta amador a compor futuro hino nacional

Nos esportes, na política, nos filmes. Provavelmente, o hino que você mais ouviu na vida – tirando o brasileiro e, talvez, o do seu estado e/ou cidade – foi mesmo o norte-americano. O curioso é que a letra da música, intitulada The Star-Spangled Banner (“A Bandeira Estrelada”), nasceu com pretensões bem mais modestas…

As quatro estrofes, com oito versos cada, foram compostas por Francis Scott Key, advogado e poeta amador norte-americano que, em 1814, estava sendo mantido como refém em um navio britânico, durante a Guerra de 1812. Da embarcação, aos 35 anos, ele assistiu a um intenso bombardeio ao Fort McHenry, em Baltimore. O ataque começou no dia 13 de setembro e durou 25 horas. Na manhã seguinte, percebendo que a bandeira dos Estados Unidos continuava firme no forte, Scott Key inspirou-se para compor.

Retrato de Scott Key pintado por Joseph Wood, em 1825

Retrato de Scott Key pintado por Joseph Wood, em 1825

Originalmente, a ideia dele era cantar o poema ao ritmo de uma canção de taberna inglesa, mas a popularidade crescente acabou alçando-o a hino nacional, em 3 de março de 1831. Atualmente, assim como acontece no Brasil, é comum que apenas a primeira parte da música seja interpretada.

Confira a versão completa, com legenda, no vídeo abaixo:

A tradução não oficial para o português é a seguinte:

Ó, dizei, podeis ver, na primeira luz do amanhecer

O que saudamos, tão orgulhosamente, no último brilho do crepúsculo?

Cujas amplas faixas e brilhantes estrelas, durante a luta perigosa,

Sobre os baluartes assistimos, ondulando tão imponentemente?

E o clarão vermelho dos foguetes, as bombas estourando no ar,

Deu-nos prova, durante a noite, de que nossa bandeira ainda estava lá.

Ó, dizei, a bandeira estrelada ainda tremula

Sobre a terra dos livres e o lar dos valentes?

.

Na costa, vista com dificuldade pelas névoas do oceano profundo,

Onde as orgulhosas hostes do inimigo em silêncio temoroso repousam,

O que é que a brisa, sobre o altíssimo precipício,

Enquanto sopra irregularmente, ora esconde, ora expõe?

Eis que ela reflete o brilho do primeiro raio de luz da manhã,

Em toda a sua glória refletida brilha sobre o rio: É a bandeira estrelada!

Ó, que, por muito tempo, ela tremule

Sobre a terra dos livres e o lar dos valentes.

.

E onde está aquela tropa que jurou tão solenemente

Que a destruição da guerra e a confusão da batalha

De um lar e de um país nos privariam?

O seu sangue limpou a infecta poluição de seus passos.

Nenhum refúgio poderia salvar o mercenário e o escravo

Do terror da fuga, ou da escuridão do sepulcro:

E a bandeira estrelada em triunfo ainda tremula

Sobre a terra dos livres e o lar dos valentes!

.

Ó, assim seja sempre, quando os homens livres se colocarem

Entre seu amado lar e a desolação da guerra!

Abençoada com vitória e paz, que a terra resgatada pelos céus

Louve o Poder que nos fez e preservou como nação.

Então prevalecer devemos, quando nossa causa for justa,

E este seja nosso lema: “Em Deus está nossa confiança “.

E a bandeira estrelada em triunfo tremulará

Sobre a terra dos livres e o lar dos valentes!

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