10, 9, 8… Ernest Hemingway!


Auge como escritor coincidiu com declínio pessoal de Hemingway

Auge como escritor coincidiu com declínio pessoal de Hemingway

Embora o foco da seção 10, 9, 8… seja a valorização de autores brasileiros, de vez em quando, abrimos espaço para grandes nomes da literatura mundial. Neste 4 de março, data em que se considera concluído o romance O velho e o mar, em 1952, optamos por apresentar dez fatos e curiosidades sobre a vida e a obra de Ernest Hemingway. Todos a bordo?

10. Ernest Hemingway nasceu em Oak Park, nos Estados Unidos, em 21 de julho de 1899, e começou sua carreira de escritor em um jornal de Kansas City, aos 17 anos.

9. Depois de se alistar voluntariamente no exército italiano e até ser condecorado pela atuação em uma unidade de ambulâncias durante a Primeira Guerra Mundial. Ao retornar aos Estados Unidos, Hemingway voltou a trabalhar como repórter em jornais norte-americanos e canadenses. Por causa desse trabalho, foi enviado novamente à Europa, onde cobriu, por exemplo, a Guerra Civil Espanhola.

8. Entre os 20 e 30 anos, ele tornou-se parte do grupo de norte-americanos expatriados em Paris. A “sociedade” foi descrita por Hemingway em seu primeiro livro importante, intitulado The sun also rises ou O sol também se levanta, de 1926. Entre os membros, estavam Scott Fitzgerald, James Joyce e Ezra Pound. Para vê-los “em vida”, assista ao filme Meia-noite em Paris, de Woody Allen.

7. Além de repórter, Hemingway optou por participar voluntariamente, ao lado dos republicanos e contra os fascistas, da Guerra Civil Espanhola. A atuação serviu de inspiração para uma das suas obras mais conhecidas. Por quem os sinais dobram, lançada em 1940, foi transformada em filme e virou nome de letra de música de Metallica e de álbum de Raul Seixas.

6. Tendo se casado quatro vezes, Hemingway viveu nos Estados Unidos, na Espanha, na França e em Cuba. Na ilha, ele foi responsável por montar e coordenar um grupo de informantes do governo norte-americano, com o objetivo de delatar simpatizantes do fascismo. A colaboração, contudo, não era vista com total credibilidade, devido à suspeita de que o escritor simpatizava com o comunismo.

5. Com um estilo de escrita peculiar, baseado em uma linguagem direta, Hemingway explorou temas diversos, como as touradas espanholas (em Morte à Tarde),  as caçadas africanas (As verdes colinas da África), a guerra (Por quem os sinos dobram) e a pesca (O velho e o mar).

4. Este último livro, uma pequena novela sobre a disputa entre um homem e um peixe gigante, foi inspirado em suas experiências como pescador em Cuba e valeu o Prêmio Pulitzer ao autor.

3. A maior conquista de Hemingway, no entanto, veio em 1954: o Nobel de Literatura. A justificativa oficial para o prêmio é: “por sua maestria na arte da narrativa, recentemente demonstrada em O velho e o mar, e pela influência que exerceu no estilo contemporâneo”.

2. A grande fase como escritor, na década de 1950, coincidiu com o seu declínio pessoal. Hemingway envolveu-se em muitas aventuras e escândalos, frequentemente ligados ao álcool e a mulheres, e acabou tornando-se vítima de problemas de saúde física e mental.

1. Depressivo, em 2 de julho de 1961, o escritor optou por repetir o que o seu pai fizera em 1929. Suicidou-se com um tiro na cabeça, em sua casa, em Idaho, nos Estados Unidos.

 

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