Para o Poeta | Por Eduardo Vieira


Uma caneta bic estourada

Um estojo mordido

Uma calça folgada

 Um tênis e um óculos

Calado, quieto e risonho

Assim nasceste, Poeta

.

Um cd de Vinícius ou Reginaldo

Um livro do Gabo

Algumas cervejas geladas

Um jogo de futebol

Uma dança suada

Assim vives, Poeta

.

A vida de um carteiro

A sutileza da vida

Um poema de amor

Um outro de dor

Um café nem quente, nem gelado

Assim te eternizas, Poeta.

Eduardo Vieira tem 25 anos, é recifense e assina uma coluna semanal no Livro Leve Solto, publicando textos às quintas-feiras.

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