Autoral: Benvindo adeus


Que o adeus seja até logo para os que assim quiserem

E um retrovisor quebrado para quem segue em frente.

Que o adeus não tenha o peso do que não foi,

Mas o sopro leve do que se fez,

A mão amiga que conduz, e não o braço que arrasta.

Porque basta:

De pressão, de dor, de sacrifício.

De mais um dia difícil.

 .

Na vida, diriam os redundantes, é preciso viver

E os redundantes é que estão certos.

Muito mais do que os quadrados,

Muito mais do que os agudos,

Muito mais do que os obtusos

E do que aqueles

Sem forma ou conteúdo.

 .

Na vida, o adeus faz parte

E, tanto antes que descarte,

Pode ser a solução.

Pode o adeus da nossa lida

Ser semente, nova vida

Devida libertação.

Tiago Cisneiros

Se você quer ter um texto publicado no nosso espaço Autoral, entre em contato conosco, pelo Facebook, pelo Twitter ou pelo e-mail livrolevesolto@gmail.com. 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s