Verônica | Por Eduardo Vieira


Nasci assim
Com o corpo errado para mim
Desejando um feminino
Mas tenho cromossomo masculino
O que sou eu?
Apenas mais uma criatura de deus
Ser trans foi minha opção
Para minha sanidade, a salvação
Assim, invertido, é o meu ser
O que tu tens a ver?
Somos todos iguais
Não aos olhos das leis penais
Por ser diferente
Acham que nem sou gente
Já chegam metendo a mão
“Raspa o cabelo do travecão”
“Bota esse silicone para fora”
Me destroem com apenas um agora
Quebraram minha cara toda
Acabam com minha alma toda
Mas para quem faço a reclamação?
Para nós, a lei não dá proteção
Só aumenta o preconceito
As vezes, penso que não tem jeito
Não veem que antes de homem e mulher
Somos todos um ser humano qualquer

Eduardo Vieira tem 25 anos, é recifense e assina uma coluna semanal no Livro Leve Solto, publicando textos às quintas-feiras.

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