Poucas Linhas

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Escapadinhas literárias A escritora norte-americana Robin Rinaldi vai lançar The Wild Oats Project: Onde Woman’s Midlife Quest to Passion at Any Cost, livro em que narra sua experiência de tirar um “ano sabático” do casamento para ter experiências sexuais com outras pessoas. Em 2008, ela deu uma pausa na relação oficial e foi para a cama com duas mulheres e dez homens.  Detalhe: depois da iniciativa, Robin apaixonou-se por um dos rapazes com que se envolveu e, obviamente, o casamento chegou ao fim.

Acima do “Mago” Mesmo tendo grande espaço nas prateleiras, Paulo Coelho não ficou no topo dos autores brasileiros contemporâneos mais procurados do Salão do Livro de Paris. No evento, que teve o Brasil como país homenageado, o campeão de vendas foi Milton Hatoum, autor de Dois Irmãos e colunista do jornal O Estado de S. Paulo. Outros destaques foram Machado de Assis e Paulo Lins, de Cidade de Deus.

Dicas Ícone da literatura de horror e suspense, o escritor norte-americano Stephen King decidiu compartilhar alguns dos seus segredos com os fãs. No livro The Bazaar of Bad Dreams, que será lançado nos Estados Unidos em novembro, o autor traz 20 contos, acompanhados com notas que explicam a origem da história, as influências e a forma de produção. Entre as obras mais conhecidas de King, estão O Iluminado, Carrie, a estranha e A Torre Negra.

Cuidado com o conteúdo Já imaginou um livro inteiro escrito em sacos de enjoo de avião? Bem, em breve, isso será realidade. Ao longo de 2014, o cantor australiano Nick Cave usou essa plataforma inusitada para criar The Sick Bag Song. A obra, que não tem previsão de lançamento no Brasil, estará disponível em capa dura convencional, mas também em uma edição limitada, composta por um audiolivro, notas, rascunhos, letras, dois LPs em vinil, livro em brochura e capa dura e, é claro, e um saco de enjoo customizado pelo artista.

 

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10, 9, 8… Ernest Hemingway!

Auge como escritor coincidiu com declínio pessoal de Hemingway

Auge como escritor coincidiu com declínio pessoal de Hemingway

Embora o foco da seção 10, 9, 8… seja a valorização de autores brasileiros, de vez em quando, abrimos espaço para grandes nomes da literatura mundial. Neste 4 de março, data em que se considera concluído o romance O velho e o mar, em 1952, optamos por apresentar dez fatos e curiosidades sobre a vida e a obra de Ernest Hemingway. Todos a bordo?

10. Ernest Hemingway nasceu em Oak Park, nos Estados Unidos, em 21 de julho de 1899, e começou sua carreira de escritor em um jornal de Kansas City, aos 17 anos.

9. Depois de se alistar voluntariamente no exército italiano e até ser condecorado pela atuação em uma unidade de ambulâncias durante a Primeira Guerra Mundial. Ao retornar aos Estados Unidos, Hemingway voltou a trabalhar como repórter em jornais norte-americanos e canadenses. Por causa desse trabalho, foi enviado novamente à Europa, onde cobriu, por exemplo, a Guerra Civil Espanhola.

8. Entre os 20 e 30 anos, ele tornou-se parte do grupo de norte-americanos expatriados em Paris. A “sociedade” foi descrita por Hemingway em seu primeiro livro importante, intitulado The sun also rises ou O sol também se levanta, de 1926. Entre os membros, estavam Scott Fitzgerald, James Joyce e Ezra Pound. Para vê-los “em vida”, assista ao filme Meia-noite em Paris, de Woody Allen.

7. Além de repórter, Hemingway optou por participar voluntariamente, ao lado dos republicanos e contra os fascistas, da Guerra Civil Espanhola. A atuação serviu de inspiração para uma das suas obras mais conhecidas. Por quem os sinais dobram, lançada em 1940, foi transformada em filme e virou nome de letra de música de Metallica e de álbum de Raul Seixas.

6. Tendo se casado quatro vezes, Hemingway viveu nos Estados Unidos, na Espanha, na França e em Cuba. Na ilha, ele foi responsável por montar e coordenar um grupo de informantes do governo norte-americano, com o objetivo de delatar simpatizantes do fascismo. A colaboração, contudo, não era vista com total credibilidade, devido à suspeita de que o escritor simpatizava com o comunismo.

5. Com um estilo de escrita peculiar, baseado em uma linguagem direta, Hemingway explorou temas diversos, como as touradas espanholas (em Morte à Tarde),  as caçadas africanas (As verdes colinas da África), a guerra (Por quem os sinos dobram) e a pesca (O velho e o mar).

4. Este último livro, uma pequena novela sobre a disputa entre um homem e um peixe gigante, foi inspirado em suas experiências como pescador em Cuba e valeu o Prêmio Pulitzer ao autor.

3. A maior conquista de Hemingway, no entanto, veio em 1954: o Nobel de Literatura. A justificativa oficial para o prêmio é: “por sua maestria na arte da narrativa, recentemente demonstrada em O velho e o mar, e pela influência que exerceu no estilo contemporâneo”.

2. A grande fase como escritor, na década de 1950, coincidiu com o seu declínio pessoal. Hemingway envolveu-se em muitas aventuras e escândalos, frequentemente ligados ao álcool e a mulheres, e acabou tornando-se vítima de problemas de saúde física e mental.

1. Depressivo, em 2 de julho de 1961, o escritor optou por repetir o que o seu pai fizera em 1929. Suicidou-se com um tiro na cabeça, em sua casa, em Idaho, nos Estados Unidos.