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Princesa brasileira produz novela

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Aos 25 anos, Maria Cristina de Orléans e Bragança, a Killy, está a caminho da sua terceira obra literária

*Por Tércio Amaral

“Eu adoro ser princesa.” A frase é fruto de uma resposta espontânea para uma pergunta clichê de jornalistas quando entrevistam princesas e perguntam qual a sensação de possuir um sobrenome histórico. Espontânea, a princesa Maria Cristina de Orléans e Bragança, de 25 anos, é trineta da princesa Isabel do Brasil (1846-1921), e investe num velho hobby da família imperial brasileira: a literatura. Autora de dois livros, ela começou a escrever aos oito anos de idade e revela que sua paixão é contar histórias de sua vida. São muitas. E, agora, parte de seu cotidiano está sendo transformado em numa novela, a primeira produção do gênero escrita por um membro de sua família no país.

Como um escritor experiente, a princesa não revela detalhes do andamento da produção antes do conhecimento do grande público. Leia-se, finalmente editado. Revelou, no entanto, alguns detalhes, como sua inspiração. Moderna, Killy, como é mais conhecida, embarcou na onda do entretenimento: as séries Big Time Rush e Violetta foram o ponto de partida de sua novela. “Os personagens da minha novela são pessoas amigas e da minha família, mas eu inventei outros nomes. Assim fica mais fácil escrever”. É espantoso o conhecimento dela sobre estas séries. E quando alguém não acompanha o raciocínio, Killy solta o conselho: “Você não conhece? Precisa assistir mais!”.

O título provisório da produção é Os pombinhos apaixonados numa comédia de amor. “Quando a novela ficar pronta e for publicada, quem sabe alguém queira fazer ela virar uma novela de televisão? Só que ainda estou bem no comecinho”, planeja. A escritora princesa vive a literatura como um lazer. Aliás, um lazer histórico. Com idas e vindas. Além de coincidências. “Quando eu estava na escola tinha um orfanato ao lado que eu ia para contar histórias para eles, para as crianças”. Para quem conhece detalhes da história da família imperial, chega a ser curioso algumas associações.

No livro De todo coração, autobiografia de uma tia-avó de Killy, a princesa Isabel de Orléans e Bragança – Condessa de Paris (1911-2003) conta que eram comuns suas visitas a orfanatos e abrigos de idosos na cidade de Eu, na França, cidade onde a família passou parte do exílio imposto pelo Golpe da República. As histórias podem até se cruzar, mas Killy fazia essas visitas por livre e espontânea vontade. Sua tia-avó, talvez, nem tanto. A orientação era da princesa Isabel, que aboliu a escravidão no Brasil, em 1888.

Mais do que o puro afeto – não há como deixar de ficar encantado depois de alguns minutos de conversa, por telefone -, Killy é um exemplo de superação. A princesa tem Síndrome de Down e sua educação em escolas regulares é outro capítulo de uma história conquistada por seus pais, o príncipe fotógrafo d. João Henrique de Orléans e Bragança e a arquiteta Stella Cristina Lutterbach. Batalha e educação que renderam frutos. O primeiro livro da princesa escritora, o Cartas de Amor (Editora WVA), foi lançado em 2006, já esgotado. O mais recente Siwa e meus companheiros do passado e do presente, com o selo da Nova Fronteira, foi publicado em 2013. Os dois títulos têm um laço, uma linha tênue: relações afetivas.

Animais de estimação tiveram destaque no último livro lançado pela princesa

Animais de estimação tiveram destaque no último livro lançado pela princesa, que trabalha em uma pet shop

“Meu primeiro livro foi Cartas de Amor. Desde criança minha paixão foi Alexandre Pires. É meu cantor preferido. E a música de que eu mais gosto é Vem me amar. Esse livro fala de pessoas aqui da minha casa, da minha escola, tem uma poesia pra minha mãe e a letra da música do Alexandre Pires. Conta a história de uma carta que ele fez pra mim e que sumiu”, revela. Já em Siwa, Killy relembra todos os cachorros que teve desde criança. “Falo também um pouquinho da minha vida. Gosto de malhar, já fiz teatro e dança, pratico stand-up, windsurfe (e não caio nunca!), adoro tirar fotos e já fiz até uma exposição com elas. Está tudo no segundo livro”.

Além de escrever, Killy dá a receita de como ser uma “princesa moderna”. Trabalha numa pet shop e mantém um blog atualizado. Nele, uma de suas paixões: os bichos. Vale a pena conferir (clique aqui). E aguardar o desfecho final de sua novela. Viva Killy!

*Tércio Amaral é jornalista e historiador pernambucano. Atualmente, trabalha como repórter de Política no Diario de Pernambuco.